sexta-feira, 4 de maio de 2012



Lembras-te daqueles momentos da tua infância onde eras verdadeiramente feliz, só choravas quando fazias o famoso ‘dói-dói’, que sabias lá tu o que eram sentimentos, nem precisavas de amigos, até falavas sozinho (a) e estavas sempre a espera do fim-de-semana para estares com os teus primos, no Natal era sempre aquela felicidade de quereres os presentes e fingires estar a dormir porque querias saber quem era o pai natal mas acabavas por adormecer… Mais tarde entraste num ritmo diferente, já não querias as bonecas ou os carrinhos, esses foram ficando para trás, começas a querer saber dos amigos, dos supostos rapazes perfeitos que estas sempre a espera, era aquela parola que escrevia com x e k, até naum mas à medida que o tempo foi passando foste crescendo e foste evoluindo, percebendo quem são realmente os teus amigos, e ao contrario do que muitos pensam deixaste de ser aquela burra que não percebia nada, mas algo começou a mudar. Começaste a ter mentalidade suficiente para aceitares uma crítica, nem que fosse injusta, deixaste de ver o mundo cor-de-rosa que existia, deixaste as bonecas para o lado e tentaste desvendar enigmas, esforçaste-te para nada, levaste uma tampa e mesmo assim não ficaste para trás, seguiste em frente mesmo sabendo que tinhas problemas para resolver mas um dia tiveste de os enfrentar, e então um dia mais tarde direi ‘não sei como era tão burra’, faz parte da vida e só não és feliz se não quiseres.

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