Lembras-te daqueles
momentos da tua infância onde eras verdadeiramente feliz, só choravas quando
fazias o famoso ‘dói-dói’, que sabias lá tu o que eram sentimentos, nem
precisavas de amigos, até falavas sozinho (a) e estavas sempre a espera do
fim-de-semana para estares com os teus primos, no Natal era sempre aquela
felicidade de quereres os presentes e fingires estar a dormir porque querias
saber quem era o pai natal mas acabavas por adormecer… Mais tarde entraste num
ritmo diferente, já não querias as bonecas ou os carrinhos, esses foram ficando
para trás, começas a querer saber dos amigos, dos supostos rapazes perfeitos
que estas sempre a espera, era aquela parola que escrevia com x e k, até naum
mas à medida que o tempo foi passando foste crescendo e foste evoluindo,
percebendo quem são realmente os teus amigos, e ao contrario do que muitos
pensam deixaste de ser aquela burra que não percebia nada, mas algo começou a
mudar. Começaste a ter mentalidade suficiente para aceitares uma crítica, nem
que fosse injusta, deixaste de ver o mundo cor-de-rosa que existia, deixaste as
bonecas para o lado e tentaste desvendar enigmas, esforçaste-te para nada,
levaste uma tampa e mesmo assim não ficaste para trás, seguiste em frente mesmo
sabendo que tinhas problemas para resolver mas um dia tiveste de os enfrentar,
e então um dia mais tarde direi ‘não sei como era tão burra’, faz parte da vida
e só não és feliz se não quiseres.

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